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Construir novas narrativas através do olhar subversivo que os vários feminismos nos proporcionam.

o que fazemos

Jogo “Nomear para combater”

O jogo “Nomear para combater” foi criado com o objetivo de revelar o machismo do cotidiano e a partir dessa ação, criar espaço e reflexão para as possíveis formas de combate. Jogamos principalmente com alunos e alunas da rede pública, mas o jogo é para qualquer pessoa!

Reflexões

Aqui você pode conhecer o que pensamos e escrevemos sobre o machismo estrutural
e sobre nossa perspectiva feminista da luta.

Podcast

Entrevistamos mulheres de diversas lutas, artes e vivências. Nossas conversas partem de um livro escolhido pela entrevistada como fio condutor do bate-papo.

Ferramentas

A luta nos trouxe algumas ferramentas e aqui é um espaço para que você as conheça!
Tem cursos, palestras, metodologias, dicas…

Ações e Reflexões

Nossa luta é estruturada no encontro, seja com livros, com filmes, nas rodas de conversas, num encontro casual… aqui você encontra um pouco do que nos gera
reflexão e nos convida para ação.

Apoie

Essa luta só faz sentido se ela for sua também, vem?

Últimos Artigos

Sobre relacionamentos e princesas da Disney

Sobre relacionamentos e princesas da Disney

No último jogo “nomear para combater” que fizemos esse ano, chegamos à conclusão, junto com a turma de adolescentes, que meninas aprendem a projetar um relacionamento oferecido por princesas da Disney e meninos aprendem a projetar um relacionamento oferecido por sites...

Precisamos de você. Vem!

Nossa principal atuação é no encontro. Seja nas escolas públicas ou nas salas virtuais, trabalhamos para nomear e combater o machismo estrutural. Seu apoio é importante para continuarmos o nosso trabalho.

vamos conversar?

Para multiplicar as ferramentas de combate ao machismo cotidiano, o movimento feminista Atreva-se! decidiu lançar um podcast em setembro de 2019. As conversas são conduzidas por Nicole Aun e Leticia Balducci Borges, integrantes do movimento e idealizadoras do podcast.

Nele entrevistamos mulheres das mais diversas causas, lutas, vivências e espiritualidades, pois os feminismos são muitos e precisamos estar atentos a todas as vozes. O bate-papo teve como ponto de partida um livro fundamental para a trajetória de cada entrevistada, ampliando, desta forma, outras narrativas possíveis.

Acompanhe Também

O Atreva-se nas salas de aula

Entre 2017 e 2019, o Atreva-se esteve em mais de 30 escolas públicas e impactou cerca de 4.000 estudantes em diversas cidades brasileiras.

por que é importante?

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Das vitimas de violência são mulheres*

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Das vitimas de estupro são mulheres*

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Das vitimas tem 13 anos ou menos*

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Apenas denunciam o crime de violência sexual*

O Movimento Atreva-se existe para construir uma narrativa onde o lucro saia do centro das nossas relações e o cuidado ocupe o seu lugar. Nosso movimento compreende que a desigualdade de gênero é um dos pilares fundamentais  para a manutenção do patriarcado capitalista e este só pode existir de maneira binária e exploratória. A igualdade de gênero é um tema importante para a nossa luta. Mas não é o único. Não podemos aceitar o machismo, assim como não podemos aceitar o racismo nem a desigualdade social. Em suma, a luta feminista é, antes de tudo, anticapitalista.

Entendemos o feminismo como uma ferramenta política poderosa e ampla, que nos possibilita criar uma nova narrativa de vida. Já que dentro da lógica capitalista na qual estamos inseridos, o lucro e o consumo mediam as nossas relações. Viramos, nós mesmos, produtos que consomem e são consumidos por uma rotina na qual não há espaço para o cuidado, para o que é comum e coletivo.

Somos reféns de uma política de morte calcada no medo e na supressão das potências. O Atreva-se atua na contramão disso: nossa existência, enquanto movimento, está pautada na criação de uma política de vida que visa a liberdade e a potência.

Para nós, a palavra cuidado é um elemento chave. Pois é no cuidado que está a grande transformação: o cuidado da alimentação, da criação, da amizade, do cooperativismo e da proteção. O cuidado não gera lucro nem opressão. O cuidado é potência de vida, não de morte.

  • + 76,5% De jovens até 29 assacinados em 2019*
  • 25,2% da população vive abaixo da linha da pobresa
  • 75% das vitimas de homicidio são negros

 *Clique nos numeros para checas as fontes.

Ou seja, estruturamos nosso pensamento e nossa ação nas questões de classe, raça e gênero criando ferramentas que nomeiam as diversas opressões. Os feminismos que norteam o nosso movimento estão comprometido não só com as questões relacionadas a gênero como, também, em refletir e apoiar a luta das pessoas negras, indígenas, trans, portadoras de deficiência, imigrantes, pessoas em situação de rua, entre outros. Ou seja, nosso coletivo trabalha para criar narrativas que respeitem e acolham a diversidade em toda a sua potência de vida – uma potência que o capitalismo não suporta, pois não consegue controlar.

E isso só é possível pois a sociedade na qual vivemos foi construída em narrativas criadas por homens brancos que determinaram não só a sua história de homem, hétero e branco, mas, também, a história de outros povos, das mulheres e, principalmente, do que é aceitável ou não. As ciências, a filosofia, a psicologia, a biologia, a psicanálise: tudo foi forjado dentro da mente de homens brancos.

Não aceito mais as coisas que não posso mudar,
estou mudando as coisas que não posso aceitar.

Angela Davis

Depoimentos

“Foi uma experiência profunda porque possibilitou que eles entrassem em si mesmos, buscando suas histórias. E eu pude observar isso enquanto você falava. Sei que muitos ali protagonizaram situações de machismos, muitas ali sofreram o machismo e foi mais fácil perceber essas revelações nesse dia – o que não pude notar na aula que dei o tema. Todos pareciam mais reprimidos. E no jogo, claramente muitas vozes se sentiram fortalecidas e conscientes.”

Giselda Pereira

Professora na Faculdade Impacta, São Paulo (SP)

As mulheres do coletivo “Atreva-se!” vieram na escola em que eu trabalho e fizeram um jogo onde se explorou as dimensões da palavra MACHISMO.  Foi um jogo claro e direto, digno e se colocaram muitos “pingos nos i”. As consequências foram duradouras e MACHISMO passou a ser uma palavra compreendida e usada.

Marcelo beccheli - Abril de 2018<br />

Professor na EMEB Bosko Preradovic, São Bernardo do Campo (SP)

Que delícia!!! Como foi prazeroso vê-los montar histórias com as cartas que lhe foram entregues de situações machistas. Vê-los debater se aquela situação era realmente machista ou não. A volta ao grande grupo e o reconhecimento coletivo de todas as situações.
A volta para os pequenos grupos e as construções para resolver as situações de opressão. Só de vê-los conversando sobre um assunto tão controverso, já valeu toda a visita!

Anita Simão

Professora da Escola Estadual João Ramalho, em São Bernardo do Campo (SP)

O movimento visitou a escola e, numa linguagem acessível, atualizada e carinhosa, promoveu diversas rodas de conversas com os alunos. Vi os alunos e alunas refletindo sobre as formas como o machismo se constrói, se projeta, se mantém na nossa sociedade e em suas estruturas. Vi garotas e garotos entre seus 13 a 15 anos debatendo sobre o machismo e essa conversa atravessar a roda de conversa no jardim (onde ocorriam os jogos e o bate-papo) e chegar na sala de aula. Se a escola é o lugar sui generis de reflexão, questionamentos e transformação, ela o será de fato quando atrever-se a romper com o estabelecido! O movimento atreve-se a ir ‘além dos muros da escola’ e foi, com certeza, transformador para muitos ali!”

Elizabete Oliveira

Professora da EMEF Professor Almeida Junior, em São Paulo (SP)

O coletivo foi embora naquele 18 de abril, mas até hoje, mais de duas semanas depois, ainda estamos falando sobre aquele dia, sobre machismo e sobre feminismo. O assunto está lá, na aula, na janta, na saída da escola e na reunião do corpo docente.
As meninas estão contando suas histórias, os meninos estão repensando comportamentos.

Marcela Cintra

Professor na EMEB Bosko Preradovic, São Bernardo do Campo (SP)

Nomear para combater é um projeto para toda uma vida. É uma janela, uma transfusão de sangue – vivo e forte. É uma conexão entre mulheres e para o mundo de todos.Obrigada por trazer o jogo para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Estamos juntas! Foi um sucesso aqui e continuará sendo. Vamos criar, nomear e ser!

Adriana Jorge

Professora da UFRGS

Vamos nos encontrar