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Primeiro

Para nós o feminismo é uma ferramenta política para tirar o lucro do centro das relações e colocar o cuidado.

Segundo

A ideologia vigente é uma narrativa e, portanto, inventada. Ou seja, nós podemos inventar outras.

Terceiro

A partir do momento que as violências são nomeadas, nós ganhamos força para combatê-las.

São muitas ações e muitas frentes, mas o que nos norteia é, principalmente, o encontro. É através dele que conseguimos fazer com que toda a base teórica que nos sustenta ganhe sentido e ação.

É através do encontro que conseguimos revelar e deixar didático e quase palpável a forma como a ideologia capitalista patriarcal vigente constrói a forma como vemos o mundo, como nos relacionamos uns com os outros, como naturalizamos violências e opressões.

Os feminismos nos norteiam na luta diária de revelar as diversas opressões, principalmente a do machismo estrutural.

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QUem faz parte

Nicole Aun

Nicole Aun, um pouco intelectual, um pouco diretora de teatro, feminista e mãe da Lina. Com os feminismos, aprendeu que o privilégio de um é a supressão do direito de outro um.

Alessandra Rodrigues

Alessandra Rodrigues, irmã mais velha e feminista, localiza-se, hoje, nas artes visuais e na terapia sistêmica. É uma observadora treinada, por ser cria do cotidiano e dos seus detalhes. Sabe que dar nome aos bois e usar a lente dos feminismos nos dias comuns é uma ferramenta de cuidado e, portanto, de subversão.

Leticia Borges

Leticia Borges é uma ogra paulistana que hoje reside em L.A. Vive sem culpa e faz o que quer da vida. Gosta de comer, dançar e comer. Valoriza as amizades e o riso frouxo. Nas horas vagas, gosta de ver nascer gente, brincar de locução e brincar com a natureza.

Cleide Santos

Cleide Santos, uma pernambucana que entre artes e produções percebeu o quanto é poderoso estarmos entre mulheres. Se tornou doula para aumentar ainda mais esse contato com o universo feminino. Os feminismos, pra ela, é um divisor que faz ver a vida, as ações e as expectativas com outros olhos.

Tainã Bispo

Tainã Bispo, mãe de dois meninos, virginiana, jornalista e editora de livros, encontrou nos feminismos um filtro para a vida, um aprendizado constante e a chance de produzir futuros diferentes, onde caibam todos, cada um do seu jeito.

Tainã Miranda

Tainã Miranda descobriu, através dos feminismos, que ela não era “arisca” como diziam. E, sim, que o patriarcado colocou em cima dela obrigações que não lhe pertenciam.

Maria Eduarda

Duda, que para alguns é Odara, carrega no peito o significado do seu apelido-guia e acredita na comunicação como o principal agente influenciador para a sociedade. Encontra no jornalismo a oportunidade de espalhar as histórias, dores e alegrias de mulheres que merecem uma narrativa mais humana – fora do lead e dentro das perspectivas pessoais de cada uma.

NOSSA HISTÓRIA

O movimento Atreva-se surgiu em 2017, como uma resposta a uma escola criada em São Paulo, no ano anterior, chamada Escola de Princesas. A proposta da escola era “preparar” meninas para serem boas moças, boas donas de casa e mulheres “corretas”. Na perspectiva dessa escola, os índices de violência contra as mulheres estavam aumentando, pois as mulheres não sabiam mais como “se comportar”.

Diante desse projeto fora de propósito e completamente antiquado, um grupo de mulheres reuniu-se para encontrar formas de responder a esse tipo de projeto. Do grupo inicial, quatro se organizaram para criar o Atreva-se: Nicole Aun, Caterine Rino, Maura Dias e Fernanda Belarmino. Foi com essas mulheres (incríveis) que o Movimento Atreva-se! teve a sua primeira formação, a criação do jogo “Nomear para combater” (título retirado do indispensável livro Diferentes mas não desiguais, de Beatriz Accioly Lins, Bernardo Fonseca Machado e Michele Escoura). O coletivo foi criado partindo da premissa de que a política feminista combate o machismo estrutural, ou seja, combate uma visão de mundo. E não um projeto específico como uma escola de princesas.

A ideia, desde o início, era trabalhar o empoderamento dos e das adolescentes dentro da sala de aula, através de uma ação horizontal, em que elas e eles criassem suas próprias narrativas. A proposta, desde o início, é construir narrativas que subvertem a narrativa dominante do capital, do lucro e do machismo cotidiano. 

A única integrante desta primeira formação é Nicole Aun. Desde então, outras quatro mulheres passaram a participar do movimento: Letícia Balducci Borges, Alessandra Rodrigues, Tainã Bispo, Tainã Miranda, Duda e Cleide Santos. Nosso principal recurso é o financiamento coletivo (o que também revela muito do nosso privilégio de mulheres brancas da classe média, pois o financiamento coletivo só é possível pelo nosso capital social (para entender melhor, escuta esse podcast).

O Movimento Atreva-se! desenvolve ações desde 2017 nas escolas públicas de São Paulo (em sua maioria) tendo visitado mais de 30 escolas ao todo e conversado com cerca de 4000 alunos. Em 2019, lançou o podcast do Atreva-se com 34 mulheres entrevistadas, por meio de programa semanal que está no ar desde setembro. O movimento realizou, também, a oficina “O(s) FEMINISMO(s) como filtro subversivo para a vida” em São Paulo (na livraria Tapera Taperá), em Bertioga (CRAS) e em Porto Alegre (UFRGS). Em nossas redes sociais, produzimos textos originais sobre machismo cotidiano e política feminista.

A ideia de desenvolver ações práticas relacionadas a questões de gênero dentro de escolas, utilizando como público-alvo estudantes do Ensino Médio, vem ao encontro da busca por uma maneira mais eficaz de acessar e fomentar questões de grande importância que envolvem a temática de gênero. 

Queremos discutir questões que envolvem tabus, estereótipos e preconceitos arraigados em nossa sociedade e que são reforçados por produtos dos variados meios de comunicação, tais como: espetacularização e exploração do corpo feminino como objeto; estereótipos de beleza apresentados incisivamente por propagandas e por mídias digitais e televisivas; desigualdade entre os gêneros, entre outros.

Através do jogo, o movimento Atreva-se provoca discussões sobre o gênero na escola, levando os grupos à reflexão e a debates a partir de questionamentos que se revelam pelas narrativas dos alunos e das alunas sobre o seu cotidiano. O jogo é um método desafiador e participativo, por meio do qual as pessoas envolvidas se sentem mais à vontade e dispostas a se manifestarem, principalmente as meninas, encontrando nesses momentos um local de escuta às suas demandas e incômodos.

Vamos nos encontrar